CRÔNICAS DE MAYA

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Simmm amiguinhos !!!

Aqui estou com mais um projetinho muito chubiduba !!!

Colaboro em um projeto de um grande amigo aqui de sorocaba, Sergio Holtz, que me deu a honra de ajudar no desenrolar da historia.

Ela será em trechos, alguns jogados em mesas de RPG e outros apenas fazendo parte da história, e aqui publico a primeira cronica...

o projeto tem site, www.cronicasdemaya.com.br e agora vai começar a deslanchar, peço para que divilguem se gostarem e se não gostarem, divulguem para seus inimigos então !!! mas divulgue !!!

espero que gostem e que fiquem instigados A CONTINUAR A LEITURA !!

Grande abraço...

e que a força esteja com você, que é forte !

Crônicas de maia






Nurembergue – Dezembro 1940
00:07h – Gabinete do Partido Nazista




Como todas aquelas noites, esta em particular causara um temor especial, o frio que era barrado pelos vidros das janelas não venciam seus opositores, cumprindo seu dever, o fogo na lareira bruxuleava na parede norte, que por sua vez, ostentava a cruz gamada, que fora delicadamente costurada a mão com fios de ouro em uma longa seda vermelha.
Na sala, uma mesa pesada feita de madeira escura, talhada por escultores habilidosos, dava vida a figuras de floras e faunas germânicas, nas suas extremidades, águias adornavam com beleza plena que era de enganar os olhos fazendo qualquer mero mortal acreditar na vida em suas pupilas envernizadas. Com asas grandes e bicos afiados, seriam de grande inspiração para os exércitos nazistas a tal imagem encorajadora da ave de rapina.
Dois oficiais, um general e um coronel, vangloriavam-se frente ás ultimas vitórias, estudavam suas estratégias e deliciavam-se com suas conquistas. Sobre a mesa, uma garrafa de vinho frisante vindo da região de Champagne, na França. O prêmio reluzia a única luz dançante amarelada provinda da parede norte, ao lado desta, jazia mais duas garrafas vazias.

Agora ele decidiu ir para o fronte, depois desta vitória criou coragem, irá se alistar e conta comigo para “agilizar as coisas” – disse Hurtz, um general veterano de guerras – mas claro que não o mandarei para a guerra.
Ora meu caro Hurtz, teu filho merece este gosto, por ter o pai como exemplo desde a grande guerra que o consagrou.
Gustav – indagou o bêbado general – você sabe que não fiz muito, você testemunhou – disse com modéstia Hurtz.
Como seu subordinado eu segui sua sábia estratégia e por isso bebo e brindo – levantou-se e ergueu a taça em brinde na direção das suásticas penduradas na parede norte – BEBO VIVO !
Salve Hitler – reiterou Hurtz

Um corredor longo, do lado oposto a lareira que era adornada por ouro, mármore, marfim e pratas, acompanhada por dois estandartes em seda vermelha da altura de todo o pé direito da parede norte, com suásticas em destaque e em par, á direita e esquerda da fonte de calor da sala, que do lado oposto obtinha duas folhas de madeiras grossas e abertas compondo uma das mais belas portas do prédio.
No corredor enorme, com estátuas titânicas em mármore de figuras mitológicas, revezavam com bandeiras do partido nazista por toda a extensão do imponente caminho. Seu piso frio era de fácil ressonância e de muito longe um som aumentara de forma gradativa até romper com o dialogo dos vitoriosos oficiais.
O tenente Shimitz, em passos longos e rápidos prosseguiu até parar diante a porta aberta, o que viu foi a silhueta de um senhor de barriga aparente e outro esguio e alto em pé, prestando reverencia a suástica da parede norte.

Salve Hitler! – apresentou-se Shimitz

Qual o porquê desta cara, homem? – perguntou olhando por cima de seu ombro esquerdo o nobre Gustav.
O inimigo ousou e avançou, atacou Berlim com uma aeronave, mas foi abatido. – afirmou Shimitz
COMO ISSO É POSSIVEL? – aos berros, Hurtz levantou-se e com um potente soco na mesa, acabara de derrubar duas garrafas vazias.
Na... Não sabemos Senhor!! – recuperou-se do susto, o temente Tenente Shimitz nunca vira seu superior, mestre das armar tão nervoso.
Para que serve aquela droga de radar, aquilo funciona quando gira? – com seu humor totalmente invertido de um minuto atrás, indaga o novo avanço tecnológico.
O avião não tinha hélices, com certeza é movido a jato, mas nunca vimos uma tecnologia tão avançada, um avião deste porte com a mobilidade apresentada não pode ser um dos nossos projetos fracassados, porém, não tinha bandeira, sinal ou símbolo, suas asas eram dispostas de forma inclinada para traz e um bico tão afiado quanto desta águia – apontando para a águia esculpida na extremidade da mesa – A aeronave não estava tripulada, não havia ogivas, portanto não era um projétil intercontinental, mas não era espião, já que não tinha tripulação. Sua queda não foi provocada por nossas defesas, mais pareceu um pouso forçado. Ela lindamente prateada.

Gustav com um olhar fixo, fundo e quase sem vida retrucou antes que terminasse sua narrativa de admiração.

Ordene que leve este objeto voador para o centro de pesquisas e tecnologia de Berlim, não quero relatórios ou avisos, apenas quem viu poderá participar da remoção dos destroços. Quero sigilo absoluto. Fui claro soldado? - com rispidez ordenou Gustav.

Sim senhor – levantando a palma da mão direita em continência e respeito, executou a meia volta tão bem ensaiada e pelo frio e sinistro corredor, bateu em retirada. Em sua mente não via a hora de sair daquele gabinete e resolver o mistério da aeronave que imitava as rapinas.

Pra que tudo isso? Meu caro... – questionou Hutz - é apenas um avião espião...
Sem Hélices? Sem pátria? Que voa tão bem? Você sabe que os testes dos jatos não são satisfatórios para aeronaves pequenas, seja em combate ou espionagem, e como ninguém ouviu sua chegada? Ora, é um JATO!! Não meu caro, isso não e tão simples... – massageando o bolso esquerdo de seu casaco, Gustav continua – está escrito isso, eu já sonhei com esse dia...
Sonhou? Ora não me venha com crenças agora! – levantou-se irritado o General Hurtz.

Neste instante, enquanto o general saia indignado pelas palavras do colega, Gustav retira do bolso que pressionava contra o peito um pequeno livro de capas negras e escritas douradas, joga-o sobre o tampo de madeira, o livro com toda força pela qual fora arremessado, desliza até a ponta, parando bem na escultura em madeira da imponente águia que havia no canto sul mesa. Exatamente ao alcance do general que ali passava a passos firmes.
Hurtz olha com desprezo para o pequeno artefato de papel, encara o colega, pega o livro quase que por respeito ao oficial e projeta um olhar de forma perfurante que significa: O que quer que eu faça com isso? Gustav de forma profética diz:

Apocalipse 8:13... Sou tão religioso quanto você, amigo...